JOGO HISTÓRICO – TAÇA DOS CAMPEÕES
A quinta edição da Taça dos Campeões da Europa garantiu um dos placares em finais mais elásticos da história da competição e do futebol profissional, uma partida que encomendou 10 gols, 7 de um lado e 3 do outro.
ANOS DE HEGEMONIA
Iniciada em 1955-1956, a principal competição da Europa e seus espectadores não viram um campeão diferente durante cinco edições consecutivas, ou seja, Real Madrid com Di Stéfano e o incentivo de Franco alcançou um recorde que até hoje permanece intacto.
Depois de finais contra Milan, Fiorentina e duas contra o clube francês Stade de Reims, a decisão contra o Eintracht Frankfurt garantiria o acesso a uma nova competição, a Copa Intercontinental de clubes, numa disputa entre o campeão europeu e o sul-americano, no caso, o Peñarol, do Uruguai.
O Real Madrid enfrentara nas semifinais seu rival catalão, Barcelona, somando um placar agregado de 6 a 2 nos dois jogos, 3 a 1 e 3 a 1. Já o Eintracht Frankfurt atropelou os Rangers num somatório dos jogos de 12 a 4, 6 a 1 na ida e 6 a 3 na volta.
PUSKÁS VS ALEMANHA
Porém, a Copa do Mundo de 1954 influenciou diretamente no capítulo mais indeciso da história desta final, quando Ferenc Puskás e os demais húngaros da seleção nacional acusaram a Alemanha Ocidental de uso de doping na final, confronto em que os alemães venceram por 3 a 2 os favoritos à época.
E, de fato, a Alemanha obteve vantagem na partida, mas não pelo uso de drogas (acusação jamais provada) e, sim, por conta do gramado maltratado pela chuva e de seu equipamento esportivo e inovador.
Devido às acusações, a Federação Alemã de Futebol proibiu suas equipes de participarem de qualquer partida que Ferenc Puskás estivesse entre os relacionados, gerando dúvidas acerca da realização daquela final tão histórica. Mas, após uma carta oficial de perdão escrita pelo artilheiro e protagonista da Taça dos Campeões (12 gols), o jogo aconteceu.
ATUAÇÃO DE GALA DE DI STÉFANO E PUSKÁS
Já na partida, Di Stéfano e Puskás foram os responsáveis pelos 7 gols da equipe merengue; 3 do argentino e 4 do craque húngaro, entrando novamente na história da competição sendo dois dos três únicos jogadores (Pierino Prati é o terceiro desta prateleira, abusando de seu hat-trick na final contra o Ajax, em 1968-69, jogando no Milan) a marcar 3 gols ou mais na decisão da Taça dos Campeões Europeus.